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Inimá de Paula

Ah!… Que saudades daquela infância! Que saudades dos tempos idos, tempos em que o trânsito não impedia a felicidade. Tempos em que as brincadeiras, a inocência, a pureza, eram as marcas da infância, quando se brincava escondendo-se atrás dos postes, os saltos, “pulando carniça”, as brincadeiras de roda, à procura da “cabra cega”. Muitas vezes, descalços, nas ruas calçadas ou em encascalhadas, chutando as bolas de meia, arrancando os “tocos dos dedos” nas brincadeiras de “bente altas”.
Aqueles tempos de bolinha de gude. Quando as bonecas eram as confidentes das meninas de tranças, quando se nadava nos riachos límpidos, livres dos castelos de dejetos, que hoje vemos.
Que saudade daqueles carrinhos de rolimã, montados sobre ripas de caixas de mercado das “escaladas” nos pés de jabuticaba e de manga, daquela visão das pipas ensandecidas pelos ventos de agosto.
Os tempos não cobraram o “politicamente correto”, quando, inocentemente, se tinha um bodoque para se lançar, com “balas de mamona”, numa latinha vazia de pó Royal ou numa caixa de Maizena. Lembram-se da “finca” para fechar o triângulo no chão?
Que saudades dos tempos em que todos se falavam, não se colocavam de costas, não conversavam com as máquinas. Tempos, que revivemos com essa saudosa história infantil, de recentes tempos, que se perpetuam em nossas memórias.
Vitor Braga
Marchand